Um Jogo de Cartas Marcadas

A presente discussão no Superior Tribunal Federal, acerca da prisão em segunda instância, está se encaminhando para uma mudança previsível e irá beneficiar centenas de presos que já tiveram suas sentenças pronunciadas em segunda instância, com comprovação de provas contundentes através de delações premiadas, comprovantes de depósitos bancários, dinheiros em malas, apartamentos, cuecas, etc…

                                                      Toda essa cantilena ao vivo para o Brasil inteiro, num “jurisdiquês” incompreensível aos pobres mortais, em ultima instância, ocorre para justificar a libertação do ex presidente Lula, que de forma geral, já se comprovou ser responsável por inúmeras irregularidades, desde a corrupção passiva, ativa, lavagem de dinheiro, através de um propinoduto nunca antes visto na história deste País, frase esta que ele mesmo gosta de enfatizar em seus argumentos.
                                                     Ocorre que, em se tratando de uma soltura dessa dimensão, virá na esteira a libertação de inúmeros outros bandidos que se encontram na mesma condição, detidos em segunda instância, graças a interpretação do mesmo Superior Tribunal Federal em 2016. Trocando em miúdos, o que podemos deduzir é que; um colegiado que muda a forma de interpretar a constituição como se muda de roupa, modificando o entendimento do que é culpabilidade e presunção de inocência, de acordo com a conveniência do momento, joga o país no descrédito total de suas instituições, adequando as leis para beneficiar criminosos do colarinho branco, já que pobre não corrompe, não lava dinheiro e nem recebe propinas milionárias.

                                                           Ao se confirmar tamanha estupidez jurídica, voltará a reinar o paraíso para os advogados que poderão apelar quantas vezes o cliente tiver condições de pagar com o mesmo dinheiro saqueado da nação, dadas as infinitas possibilidades de recursos. Pela lentidão da justiça brasileira, vale aqui uma previsão, que é chover no molhado. Os ricos, voltarão a não frequentar as cadeias, acabando de uma vez por todas, com o sonho do honesto cidadão brasileiro de ainda ter a tênue esperança de poder viver num País sério. Uma lástima.

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