Juiz criminal afirma que Rosalba é “ímproba e incompetente” e defende seu Impeachment

Governadora Rosalba Ciarlini vem sofrendo desgaste político e virou alvo de críticas da população. Foto: Divulgação
O juiz titular da 3ª Vara Criminal de Mossoró, Claudio Mendes Júnior, classificou o governo Rosalba Ciarlini (DEM) de “ímprobo e incompetente” e de “cometer absurdos”. Ele defendeu a proposta de impeachment da governadora, afirmando que terá apoio popular. O magistrado defendeu o uso de mecanismos constitucionais para afastar maus administradores e fez cobranças ao Ministério Público, que não estaria enxergando “os absurdos deste governo”.
Juiz da Operação Sal Grosso, que condenou vereadores por corrupção na Câmara Municipal de Mossoró, Claudio Mendes Júnior usou o Twitter para fazer as declarações. Ao se referir à defesa de um processo de impeachment feita pelo deputado estadual Nélter Queiroz (PMDB) esta semana, o magistrado afirmou que tal proposta teria o respaldo da população.
“Finalmente alguém teve coragem de falar em impeachment da governadora. Parabéns ao deputado estadual Nélter Queiroz. Com certeza terá o apoio popular”, afirmou o magistrado, no Twitter. Usando a ferramenta de comunicação social, ele ainda classificou indiretamente o governo Rosalba de ímprobo e incompetente. “Temos que começar a usar os mecanismos constitucionais que existem para afastar maus administradores, ímprobos e incompetentes”.
Na última terça, em pronunciamento, o deputado Nélter Queiroz defendeu a apresentação de um pedido de impeachment, instaurando processo de cassação de mandato do chefe do poder Executivo. Para ele, a governadora Rosalba Ciarlini deve ser afastada do cargo por não estar atendendo as expectativas da população. “Esta casa tem que tomar as providências”, disse o parlamentar que ainda sugeriu aos deputados do PMDB que não votem projetos encaminhados pelo governo do Estado, enquanto não houver negociação com categorias grevistas.
Nélter afirmou que “o assunto que está nas ruas, em todos os recantos do RN, é a péssima gestão do governo Rosalba Ciarlini. Não é de hoje que a situação da segurança, saúde, centrais do cidadão, de todos os órgãos do governo do Estado, da falta de professores de várias escolas, em municípios do interior, está em pauta em todas as rodas de conversa. Esta Casa vem recebendo comissões de várias classes de servidores. A Assembleia tem feito o seu papel”, declarou.
Ainda durante seu pronunciamento, Nélter falou sobre uma reunião entre os servidores do ITEP e Polícia Civil com o chefe do gabinete civil, Carlos Augusto Rosado. Segundo o deputado, Carlos Augusto teria afirmado que dos 500 servidores do Itep, apenas 50 seriam qualificados. “Essa é a palavra do governo do Estado, representado pelo chefe do gabinete civil. Ele chamou os funcionários de incompetentes. Todos tinham a esperança de negociação, a sensibilidade dos governantes. Mas o governo acirrou os ânimos, ao invés de ser sensível, humilhou os servidores”, declarou o deputado.
“Onde está o MP, que não vê os absurdos deste governo?”
Professor de Processo Penal da Faculdade de Direito Mater Christi, o juiz criminal Claudio Mendes Júnior, da 3ª Vara Criminal de Mossoró, aproveitou também o Twitter para cobrar do Ministério Público Estadual uma postura mais combativa em relação ao governo do Estado. Ele questionou onde está o Ministério Público que não enxerga os absurdos do atual governo. Para o magistrado, há empenho em punir ladrões de galinha, enquanto falta vontade para apurar responsabilidade de poderosos. “Onde está o Ministério Público que não vê os absurdos deste governo? Porque temos tanto empenho em punir os ladrões de galinha e faltam forças para os grandes?”, cobrou.
O juiz Claudio Mendes Júnior, que também é escritor, defendeu ainda que a legislação brasileira deve ser endurecida para permitir a revogação popular de mandatos. “Acho mesmo que a Constituição Federal deveria ser emendada, criando-se um mecanismo de revogação popular dos mandatos de governantes incapazes. Afinal, o povo não é obrigado a aguentar quatro anos de descaso e sucateamento que trarão consequências devastadoras e irremediáveis no futuro”, defendeu o magistrado.

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