Epidemia de dengue ronda municípios potiguares

Mais de 60% dos municípios do Rio Grande do Norte estão em situação de risco para ocorrência de epidemia de dengue. A informação é da subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Juliana Araújo. O dado veio à tona ontem depois que o Ministério da Saúde divulgou a situação da doença em 561 cidades brasileiras que enviaram os dados ao Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa).
O levantamento é feito pelas secretarias municipais de saúde e encaminhado diretamente ao ministério. Dez municípios do RN estão inclusos no LIRAa nacional. Mossoró e Currais Novos estão em situação de risco para ocorrência de epidemia de dengue, de acordo com o mapa apresentado pelo ministro da saúde, Alexandre Padilha. Os dois municípios do RN estão entre os 48 do Brasil que apresentaram índice de infestação superior a 3,9%. Ou seja, a cada 100 imóveis visitados pelos agentes de endemias foram encontradas larvas do mosquitoem mais de 3,9 imóveis.

Embora o levantamento nacional apresente dados de apenas 10 cidades potiguares, a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica, Juliana Araújo, garante que o RN conta com 33 municípios prioritários e mais de 60% em situação de alerta ou risco de epidemia de dengue. “Para determinar se o município é prioritário levamos em consideração fatores como densidade populacional e número de casos novos. O índice de infestação predial não é o único meio”, esclarece.

Os 33 municípios prioritários do RN vão receber um incentivo de R$ 1,7 milhão para ampliar as ações contra a dengue. Para receber os recursos, os gestores devem apresentar um plano de contingência ao Ministério da Saúde até 15 de dezembro com as principais medidas a serem desenvolvidas em caso de surto da doença. Segundo Juliana, a maioria já entregou o plano.

Dos 10 municípios do Rio Grande do Norte inclusos no LIRAa nacional somente Natal (0,8%), Pau dos Ferros (0,5%) e São Gonçalo do Amarante (0,8%) apresentam índice abaixo de 1%,conforme preconiza o Ministério da Saúde. Alguns municípios do RN como Caicó (2,2%), Ceará-Mirim (3%) e São Miguel (2,9%) estão em situação de alerta por apresentarem índice entre 1% e 3,9%. Parnamirim e Apodi que em 2010 tiveram respectivos índices de 1,3% e 1,1% não informaram o LIRAa atualizado.

Juliana Araújo comentou que a Sesap desenvolve ações contínuas com o objetivo de prevenir um surto da doença, inclusive com reuniões multisetoriais. A subcoordenadora alertou, porém, que o trabalho de campo realizado pelos agentes de endemias é de extrema relevância. Juliana disse ainda que a Sesap vai elaborar um plano em que conste a rede hospitalar para onde os pacientes serão levados em caso de epidemia. “É importante que os municípios e hospitais regionais façam o primeiro atendimento com hidratação oral. O estado deve ficar somente com os casos de alta e média complexidade”, enfatizou.

Fonte: Diario de Natal

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