Eduardo Campos quer Wilma de Faria na chefia da Sudene


A notícia está na edição de hoje de O Estado de S.Paulo, assinada pelo repórter João Domingos.

Ele conta que o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, é hoje o grande comandante das estatais do governo no Nordeste brasileiro.

Campos já controla quase todas elas, amanhã vai emplacar mais um aliado seu na presidência da Companhia Hidroeletrica do São Francisco (Chesf) e agora reivindica para a ex-governadora potiguar Wilma de Faria a chefia da Sudene.

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Após segurar por 11 meses a nomeação do presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) para não fortalecer o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, a presidente Dilma Rousseff recuou para não desagradar ao aliado. João Bosco de Almeida, homem de confiança de Campos e seu secretário de Recursos Hídricos até sexta-feira, tomará posse no cargo amanhã.

A fidelidade do PSB na primeira fase de votação da prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU) quebrou a resistência de Dilma. João Bosco substituirá Dilton da Conti – também do PSB, mas adversário de Campos. Agora, resta preencher as diretorias da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e Parnaíba (Codevasf).

A desculpa dada pelo governo para a demora é de que os entendimentos para a renovação das diretorias eram feitos pelo ex-ministro Antonio Palocci, que deixou o governo em junho. O motivo mais forte, porém, é a movimentação de Campos, atestam auxiliares de Dilma e dirigentes do PT e do PSB que acompanham o preenchimento de cargos do segundo escalão. Todos os cálculos feitos até agora sobre os postos nas três estatais levam a um fortalecimento político do pernambucano, o que incomoda tanto o PT quanto Dilma.

Hoje, quem exerce o poder de fato na Sudene é o Conselho Deliberativo, formado por governadores dos nove Estados do Nordeste, de Minas e do Espírito Santo, pelo ministro da Fazenda, pelo presidente do Banco do Nordeste, pelo superintendente da estatal e por representantes de municípios, empresários e trabalhadores, sob o comando do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, aliado de Campos. Cinco desses governadores são do PSB, partido que apoiou a indicação do presidente do Banco do Nordeste, Jurandir Santiago.

Como o PSB reivindica para a ex-governadora Wilma de Faria (RN) a chefia da Sudene, se for nomeada, Campos passaria a ter controle absoluto sobre a empresa. Hoje, a Sudene é dirigida por Paulo Sérgio de Noronha Fontana, indicação do governador Jaques Wagner (PT) e do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), ambos da Bahia.

A influência de Campos repete-se na Codevasf. Com a transposição do Rio São Francisco, a estatal será uma das mais influentes do Nordeste. Acéfala desde janeiro, quando Luiz Carlos Everton de Farias deixou o cargo para ocupar uma diretoria no Banco do Nordeste, a Codevasf é tocada por Clementino Coelho, irmão do ministro da Integração Nacional.

O governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), alega que a Codevasf sempre foi dirigida por um piauiense e defende para o posto seu irmão, Rubens Martins, hoje seu secretário de Desenvolvimento Agrário. Seria mais um nome aliado de Eduardo Campos.
Fonte: nominuto.com

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