Dinheiro da mobilidade poderá ser devolvido, alerta Kelps Lima

 

As intervenções de mobilidade urbana do primeiro lote de obras para a
Copa do Mundo de Futebol poderão gerar prejuízo financeiro ao erário
municipal, que compreende devolução de dinheiro aplicado com correção,
caso as obras não deslanchem, alertou o ex-titular da Semob, Kelps Lima,
em entrevista ao Jornal 96.

“Uma obra de R$ 90 milhões não conseguiu sair na totalidade do papel.
E se não sair tem que devolver o que foi gasto, com o dinheiro
corrigido. E as desapropriações terão sido em vão”, disse o ex-gestor em
alusão ao primeiro lote das obras de mobilidade urbana da capital.

Kelps considerou que as intervenções não solucionam problemas de
mobilidade se uma cultura sobre o assunto não for adotada pela
população. Por outro lado, ele criticou a lentidão com a qual as obras
são tocadas ou quando ficam inacabadas. “Vide a Ponte Newton Navarro,
que hoje causa transtornos, tendo sido pensada para ser solução”,
comentou.

Como exemplo de políticas culturais ele citou uma adotada pela
própria Prefeitura do Natal, o Via Livre, que hoje opera
ineficientemente. “Enquanto houve carro e ônibus disputando as ruas, não
há dinheiro público que resolva problemas de mobilidade urbana”,
defendeu ele, que não quer crer na adoção de rodízio de placas na
capital potiguar.

Para Lima, um consórcio deveria ser criado para pensar a logística de
transporte urbano de Natal e região metropolitana. “É preciso focar a
cidade para o lado da Zona Norte e São Gonçalo do Amarante, porque o
lado de cá já está travando”, argumentou.

Num total, três lotes para a intervenção urbana da capital estão em
andamento. Apenas um foi autorizado e está com recursos assegurados. Fonte: nominuto.com

Deixe uma resposta