Deputado do PSOL chama Moro de ladrão, confusão é instalada e CCJ encerra sessão

Após quase oito horas de interrogatório ao ministro Sérgio Moro (Justiça) sobre as conversas entre integrantes da Lava Jato vazadas, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) encerrou a sessão em uma cena deplorável: com confusão e bate-boca iniciados após o deputado Glauber Braga, do PSOL, chamar o juiz Sérgio Moro de “ladrão”

“O senhor vai estar nos livros de história como um juiz que se corrompeu, como um juiz ladrão. A população brasileira não vai aceitar como fato consumado um juiz ladrão e corrompido que ganhou recompensa para fazer com que a democracia brasileira fosse atingida”, disse o parlamentar.

A medida provocou reação dos parlamentares da base de sustentação do governo que exigiram uma retratação e a retirada da ofensa da notas taquigráficas, que são registros da ata da comissão. O bate-boca foi iniciado com parlamentares tanto da situação, quanto da oposição indo um para cima do outro. A confusão terminou chegando na Mesa Diretora.

Nesse momento, parlamentares começaram a gritar “ladrão, ladrão”, o que fez com que Moro se retirasse do plenário. A partir daí, os gritos mudaram para “fujão, fujão”. A deputada Marcivânia Flexa, do PCdoB, que comandava a sessão, chegou a anunciar o encerramento da sessão, mas depois decidiu recomeçá-la a pedido dos governistas. Só que diante da falta de controle dos deputados, a presidente optou por encerrar.

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