Deputado Agnelo Alves garante que além de “fictício”, o orçamento do Governo Rosalba é “falso”

Agnelo Alves: “Estamos precisando de uma atitude, de uma coragem, não só para agora, mas, sobretudo, para futuro governo”. Foto: Divulgação
O deputado estadual Agnelo Alves (PDT) apontou hoje uma contradição entre o decreto que cortou 10,74% do orçamento dos poderes do Estado e o orçamento de 2014. Segundo ele, o governo simplesmente enviou a peça orçamentária de 2014 para a Assembleia ignorando completamente o corte, em vez de já adaptá-lo. Para o deputado, isso leva a crer que, além de fictício, o orçamento elaborado pelo governo Rosalba Ciarlini (DEM) é falso.
“Acho que trabalhamos sobre um orçamento fictício e agora, além de fictício, é falso, porque, se ela decretou uma média de 10 pontos sobre as reservas destinadas aos poderes em 2013, por que não manteve a mesma reserva de 10% para 2014? Então vamos ter em 2014 os mesmos problemas que tivemos em 2013, salvo se a Assembleia Legislativa decretar a economia de 10%”, analisa Agnelo Alves.
Diante do quadro que o Estado trabalha, com falta de recursos e atraso de salários, o deputado defendeu a adoção de atitudes corajosas, visando especialmente o futuro governo. “Na verdade, estamos precisando de uma atitude, de uma coragem, não só para agora, mas, sobretudo, para o futuro governo. Como? Verificar o que é necessário e fazer agora. Se nós não fizermos isso, vamos ter permanentemente esse problema”, avaliou.
Segundo o deputado, o governo deveria reunir os chefes dos poderes, o Ministério Público, o Poder legislativo, o Poder Judiciário e o Tribunal de Contas e dizer que precisa diminuir as despesas. “Vamos fazer isso agora, tirar tantos por cento de cada um. AL quanto? TJ quanto? TCE? MP? Inclusive, despesas correntes, supérfluas, e cada dizer em quanto economizaria, e, o que fosse economizado com os cortes de benefícios dentro de um programa de economia financeira do Estado, seria usado para a aplicação em obras necessárias e no desenvolvimento do Estado”, explicou.
CORAGEM
Agnelo abordou a ida do secretário Obery Rodrigues à Comissão de Finanças e Fiscalização na última terça-feira. “Ele fez uma exposição sobre o que já estava escrito, não disse nenhuma surpresa, foi fiel ao que mandou, e mais ainda, informou que estava sem jeito, com agravante da despesa de pessoal que aumentava todos os dias, e não tinha teto”.
O parlamentar informou, quanto ao orçamento, que, ou se promove uma mudança, ou o orçamento continuará sendo fictício e agora falso. “E isso vai continuar no próximo governo. Quem vai ter coragem de chegar e fazer e que tem que ser feito?”, questionou.
Sobre o atraso nos salários, Agnelo disse que o governo jamais conseguirá colocá-los em dia se não fizer um plano de economia trágico. “O governo já pagou setembro com o dinheiro de outubro, vai pagar outubro com o dinheiro de novembro, e quando for pagar dezembro, vai pagar dezembro com dinheiro de novembro. E o décimo terceiro?”, questionou.

Definição sobre candidaturas não sai antes de fevereiro de 2014
Para o deputado Agnelo Alves, o quadro de candidaturas não será definido antes de fevereiro de 2014. Ele afirmou acreditar que a vez é do PMDB, que conta com o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, e com o ministro da Previdência, em seus quadros. “Não será definido antes de fevereiro. A partir de fevereiro depois do carnaval, começará a tomar corpo. Antes estará sujeito a especulações e ao disse me disse próprio da política. Não é nenhum mal, foi apenas antecipado”, declarou.
Agnelo acredita que o PMDB é quem tem mais condições políticas. “Acho que a vez é do PMDB, que tem mais condições políticas. Vamos ver se tem condições eleitorais e populares. Tem o presidente da Câmara, tem o ministro, todas as condições de realmente apresentar um candidato para isso. Mas terá que fazer acordo, quem será candidato ao Senado, além de obedecer ao sistema nacional”.
JAPONÊS
Para o deputado estadual, três nomes despontam no PMDB: além de Garibaldi e Henrique, o deputado estadual Walter Alves, líder do PMDB na Assembleia Legislativa. “Tirando daí tudo vira japonês”, afirmou, acrescentando que o ex-ministro e senador Fernando Bezerra, cotado para encabeçar a chapa pelo PMDB, pode ser um bom candidato. “Mas é japonês. Tem vários outros com o mesmo potencial dele”, ponderou.
No caso de Garibaldi, Henrique e Walter, segundo Agnelo, é diferente. “Os três fazem a diferença no PMDB e na opinião pública. Os outros eu não sei se repercutiriam bem dentro do PMDB e na opinião pública. Só conhecendo os nomes testados”.
Quanto à ex-governadora Wilma de Faria, Agnelo disse que ela não é candidata de ninguém de fora do Estado, como de Eduardo Campos, por exemplo. Mas dela mesma, devido ao prestígio eleitoral local. “Wilma não é candidata com apoio de ninguém lá de fora. É candidata porque tem demonstrado prestígio no eleitorado local. Eduardo Campos e outros é que dependem dela aqui”.
Ainda segundo o deputado Agnelo Alves, o atual prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, está totalmente fora da disputa pelo governo do Estado nas eleições do ano que vem. “Carlos definitivamente não quer. Precisa fazer o que prometeu por Natal. O compromisso que ele tem e que tem reafirmado”, observou.  (AV.)

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