As Aventuras de Um Peão do Trecho

 

“Seu Ciço Batata”  estava com câncer, tomou seu remédio e morreu.  – Ele tacou essa pérola na bucha: “É, morreu,  mas já morreu com uma melhora muito grande”. Nesta São Paulo, o burburinho para ver o metrô, o famoso trem que anda debaixo do chão, em pleno processo de construção. Onde a atração principal, era o famoso “tatuzão”, uma máquina gigantesca, que debaixo do chão, vai fazendo a escavação por onde irá passar as composições do metrô.

Um trabalho realmente fantástico, com as etapas de escavação, escoramento, ferragem e concretagem, feitas praticamente ao mesmo tempo, economizando tempo e mão de obra, uma das maravilhas do modernismo.  Na minha São Paulinho, os moradores se reuniam no final do dia, para saber se Sabiá (apelido de um exímio nadador do lugar), havia atravessado a nado o rio Potengi levando Monsenhor Expedito nas costas para confessar, ou levar a extrema unção à alguém que morasse do outro lado, na comunidade chamada de Fomento., Anos depois passou a ser Novo Juremal.

Abro um parêntese aqui pra dizer que esse padre ao qual me refiro e que tive a honra de ser batizado por ele, foi um pioneiro, um verdadeiro visionário do bem, pessoa realmente iluminada por Deus, tanto no dom de catequisar e evangelizar seu rebanho, quanto no lado social tentando libertar o povo humilde das garras do coronelismo impiedoso que explorava a mão de obra barata, aproveitando a imensa necessidade do povo por um ganho qualquer, nem que fosse apenas pela comida, como acontecia com grande frequência. Casos de humilhação extrema, foram registrados à época, como o fato de determinado fazendeiro, ao receber um pedido de ajuda de um pobre negro, que nada tinha para alimentar seis filhos, conduziu o pobre coitado até Natal.

Chegando na feira do Alecrim, amarrou o desprovido com um barbante e saiu puxando-o de banca em banca pedindo ajuda para que ele pudesse alimentar seus “macaquinhos”. Absurdos como esse, eram comuns e o bondoso padre se engajou numa luta desigual, pela liberdade financeira desses sofredores, além de encampar a batalha pelas adutoras para amenizar o problema da água em toda região, conseguindo com muita persuasão convencer os políticos da época, até apelando para algumas estratégias no mínimo curiosas, como aconteceu em determinada reunião sobre o assunto. O padre, usando de uma estratégia simples, porém muito eficaz, decidiu não deixar servir água aos participantes, dentre os quais, prefeitos, alguns deputados e até o Governador do estado. Com essa forma de convencimento, ele conseguiu atrair a atenção e a ação para viabilizar esse benefício, trazendo finalmente a adutora que com justiça ganhou o seu nome e tirou milhares de pessoas do sofrimento e da sede. …Continua

De São Paulo a São Paulo

CAPÍTULO I – SÃO PAULO VS SÃO PAULO
Espantado, abismado, abilolado, abestalhado, eu olhava aquela selva de pedras, pela janela do ônibus, que acabara de estacionar na rodoviária Júlio Prestes em São Paulo, depois de sacolejar por 48 horas, ao longo de 3.000 Km., desde Natal. Era 7 da noite do dia 17 de dezembro de 1974.

“São Paulo, aqui estou”. Um lugar que era o sonho de consumo de nove entre dez nordestinos que, desde o início do século XX, acossados pela seca que assolava a caatinga, lançavam-se nesta insana aventura, no afã de melhorar de vida, sendo que os pioneiros, fizeram esta viagem, em cima de caminhões “pau de arara”, numa época em que nem asfalto havia nas estradas e não raro, eram obrigados a descer para empurrar o caminhão nos atoleiros ao longo do trajeto.

Ao fim da jornada, eram vendidos a fazendeiros inescrupulosos que utilizavam essa mão de obra barata e abundante. Contam que era comum, quando o peão pedia para ser dispensado, ansioso para retornar ao seio da família, se por acaso dispusesse de algum saldo, já que além de descontar o valor que lhe era imposto pela viagem, o que não era pouco, o coitado dependia exclusivamente do barracão da fazenda, onde era explorado até não mais poder, os jagunços da fazenda, de emboscada, matavam o pobre coitado, e levavam de volta ao patrão, o mísero dinheirinho conseguido à custa de tanto sacrifício.

Mesmo assim, a grande maioria não mais retornava, por pura falta de condições. Essa parte da história, foi muito bem descrita pelo poeta Patativa do Assaré e tornou-se um clássico na voz do rei do Baião, Luiz Gonzaga, na música “Triste Partida”. Eu ouvia o barulho monocórdio do veículo, e tinha a impressão que queria me dizer: te vira te vira, te vira te vira. Lembrei do meu Rio Grande do Norte onde deixei em minha querida São Paulo do Potengi, meus pais, irmãos, parentes e amigos para me lançar numa aventura onde o desconhecido me aguardava.

Sentia-me uma espécie de trapezista no escuro e sem rede de proteção. Curiosamente descobri alguns paralelos interessantes entre São Paulo do Potengi -RN e São Paulo -SP. Aquela, tranquila. Esta agitadíssima. Aquela 10 mil habitantes (na época), esta 10 milhões. Esta, a São Paulão, detentora das maiores indústrias do País, a exemplo da de automóveis, aviões etc… Aquela, a São Paulinho da feira livre, onde o propagandista se desdobrava na propaganda para vender garrafadas dizendo curar a próstata daquele que urina cinco seis vezes na noite. Certa feita, dizendo ele curar o câncer com tal beberagem, um passante escutando a propaganda, aproximou-se e informou: –  … Continua amanhã.

As Aventuras de Um Peão do Trecho

 

Por Moacir Farias

Entre as décadas de 70 e 80,as chamadas obras faraônicas, gigantescos empreendimentos tomaram conta do Brasil, graças aos mega investimentos do Governo Federal em obras estruturantes, a exemplo da Ponte Rio Niterói que em 1974, virou imediatamente um orgulho nacional. “A ponte bateu alguns recordes notáveis, como o de maior vão livre com viga reta, com 300 metros de largura e 72 metros de altura”, diz o engenheiro civil Mario Vilaverde, que também trabalhou na obra, como superintendente técnico. Outro fato impressionante foi o volume de material usado. A Hidrelétrica Itaipu, que em tupi-guarani, quer dizer “a pedra que canta”. Era este o nome de uma ilhota, que permanecia quase todo o tempo escondida pelas águas, onde os técnicos verificaram que havia um rendimento energético excepcional, em virtude de um longo cânion escavado pelo Rio Paraná. Em 1973, foi esse o ponto escolhido pelos engenheiros e técnicos que desenvolviam o projeto da nova usina. Depois de muitas análises feitas a bordo de um barco, eles tinham encontrado o local onde seria erguida a usina.

O nome seria uma consequência dessa escolha. A ferrovia do aço teve a sua construção anunciada pelo governo brasileiro em 1973. Era um projeto de longa data e de grande interesse para o mercado interno brasileiro, na época. Através dela as principais metrópoles brasileiras (Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro) estariam interligadas facilitando o transporte de mercadorias, pessoas e capitais.No início da década de 1970, a mesma época em que o projeto Águas Claras estava sendo executado, foi feito um estudo preliminar pelo consórcio Transcon/Engevix para o estabelecimento de uma ligação ferroviária moderna entre Belo Horizonte e São Paulo. Os resultados desse estudo foram publicados com estardalhaço pela imprensa em maio de 1973, recebendo então o nome de Ferrovia do Aço. Essa futura ligação teria um ramal que, partindo de Itutinga, alcançaria Volta Redonda. Essa linha, além estabelecer uma ligação ferroviária direta entre duas das principais capitais do país, desafogaria a Linha do Centro, pois passaria a escoar o minério requerido pela Cosipa e pela Companhia Siderúrgica Nacional, bem como poderia assumir parte do volume destinado à exportação. Os padrões técnicos dessa ligação, num total de 834 quilômetros, eram de Primeiro Mundo: via dupla, raio mínimo de 900 m, rampa máxima de 1% e eletrificação com corrente alternada a 25 kV, 60 Hz.

O trem tipo teria 100 vagões tracionados por quatro locomotivas em tração múltipla, teria comprimento de um quilômetro e pesaria 12.000 t. O custo do projeto também era impressionante: 1,1 bilhão de dólares. A construção da Estrada de Ferro Carajás foi iniciada com o lançamento dos trilhos nos primeiros 15 km em agosto de 1982, prosseguido as obras, sendo alcançada a divisa entre os estados de Maranhão e Pará em setembro de 1984.3

Com a conclusão da grande ponte sobre o rio Tocantins (Ponte Mista de Marabá), em outubro de 1984, o lançamento final dos trilhos foi encerrado em 15 de fevereiro de 19853 .

A ferrovia foi oficialmente inaugurada em 28 de fevereiro de 1985, com a presença do então presidente da república João Figueiredo, iniciando-se imediatamente o transporte de minérios de ferro e de manganês para exportação . Mesmo após a inauguração oficial a construção de pátios intermediários ao longo de toda a extensão da ferrovia ainda prosseguiu, sendo inaugurado oficialmente o transporte comercial de passageiros em março de 1986. Em todas essas mega construções, a figura do peão de obra, foi obrigatória. Sem esse herói anônimo, jamais qualquer obra dessas teria saído do papel. Significa dizer que alguém precisava homenagear esse destemido personagem que tanto fez pelo desenvolvimento do Brasil e jamais alguém se lembrou de escrever uma só linha que enfatizasse a importância desse Brasileiro corajoso que deixou seu lugar e sua família, para tentar ganhar a vida arriscando-a, a milhares de quilômetros de casa. Um herói.

Entre o ser e o ter.

                            

Por: Moacir Farias

O ser humano, não traz nada ao nascer quando se vai ao morrer tampouco nada conduz

Trocar o ser pelo ter pode até prevalecer como meta que o seduz

No entanto é desumano alguém maquinar um plano de ganância que o induz

 Por caminhos tortuosos entre atos escabrosos pra ter o que não faz jus

Ostentar bens e riquezas à custa de malvadezas traz o escuro e não a luz.

Para que brigar, insistir se engalfinhar pelo que não vai levar pra dentro da sepultura

Se o ser é causa e essência o ter é a consequência das ações de forma pura

É por a mão na consciência é ter moral e decência dignidade e postura

É está com a verdade, ser inteiro e não metade é ser duro com ternura

É ser firme e encaminhar o bom exemplo a deixar para a geração futura

É ser a voz da mudança, caminhar com confiança para ter o que mostrar

É ter a perseverança, não perder a confiança no que almeja alcançar

É o sol que vai brilhar entre o nascer e o ocaso da vida que vai levar

Praticando a humildade com honra e honestidade tanto aqui quanto acolá

São valores permanentes que enobrecem a gente e ninguém vai nos roubar.

…E o Brasil Parou.

Por Moacir Farias

…E o Brasil Parou! Lamentavelmente, uma notícia nada boa, diante do que já vem passando o cidadão Brasileiro, curvado pelo  imenso peso de tantos impostos.  Tão decepcionado em ver escoar pelo ralo da corrupção desenfreada, o escorchante tributo correspondente a quatro meses de árduo trabalho no ano e não ter o devido retorno do que pagou, quanto maltratado pela violência sem limite, com pessoas morrendo pelo chão de corredores de hospitais e a educação se arrastando pelo chão.

  • O fato é que, uma corda esticada indefinidamente, uma hora arrebenta. Dessa vez a corda do Brasil já esticada além do limite, foi arrebentada pela ação dos caminhoneiros, uma classe até então muito pouco valorizada, mas que está demonstrando ser possuidora de uma força descomunal, travando as engrenagens que movem o Brasil. A avaliação do que essa classe está fazendo, não tem nem como ser feita imediatamente, tal o alcance de travamento da máquina econômico-financeira e social sem a qual o País fica irremediavelmente paralisado. Não tem mais dúvida que o País entrou em colapso e o mais curioso, é que nove entre dez Brasileiros, apoiam a ação dos caminhoneiros, dando a exata dimensão do grau de saturação e desgaste ao qual nós chegamos.

 

  • Governantes sem resposta, um ensaio de negociação pífia que mais parece o bater de asas de uma borboleta no meio de um furacão. Um movimento que ainda não se definiu e que nos deixa a todos apreensivos, quando não preocupados, porque seu resultado ainda é uma incógnita.  Mas parafraseando Dom Pedro Primeiro: “Se é pra o bem e felicidade geral da nação, digam aos caminhoneiros, que eu apoio!

Bazar das Mães de SPP

A Central das Artesãs de São Paulo do Potengi, tendo à frente a coordenadora Bernadete, com apoio da Secretaria de Assistência Social, através da Secretária Maria Vênus Cavalcanti, promovem o BAZAR DAS MÃES, evento que acontecerá nos dias, 10, 11 e 12 de Maio, das 18:00h às 22:00h. na Praça Monsenhor Expedito, em São Paulo do Potengi. Faça uma visita, prestigie essas valorosas artesãs e leve uma lembrança do bem trabalhado artesanato local, para sua mãezinha… Ela merece!

A Moringa e os Candidatos.

Em visita à Expo Potengi 2018, os Candidatos à próxima eleição tiveram contato com muita gente. Na visita às barracas de exposição, ficaram conhecendo a chamada “Planta Milagrosa”, (Moringa Oleífera), apresentada pelo divulgador da planta na região, Moacir Farias, a exemplo do candidato Carlos Eduardo Alves, que se comprometeu a tomar o chá, que é um verdadeiro bálsamo, para aliviar a canseira causada pelo volume de compromissos de  campanha eleitoral,  que exige do candidato alta performance física para suportar a correria do dia a dia.

 

A Moringa Oleífera,  é uma planta que serve para quase todos os males do organismo, graças ao alto índice de proteínas, vitaminas e sais minerais. É também um eficiente energético natural, eliminando o cansaço e a dor nas articulações, causados pelo excesso diário de atividades. Essa planta está sendo reconhecida como o suplemento alimentar mais completo em termos de benefícios à saúde humana.

 

 

CAUSOS CURIOSOS DO RN

Causos Curiosos do RN – Por Moacir Farias
Seu Nazinho distraído, pescava Acari no rio Açu, quando um amigo mergulhou e enganchou um tatu no seu anzol e quando ele puxou, sem demonstrar qualquer surpresa, levou pra seu Afonso Bezerra e disse: Taí dizem que pescador é mentiroso, esse já é o quinto tatu que pesco hoje em Água Nova. Chegando em Alexandria onde morava, deitou-se ao lado da mulher que cochilava e sem abrir os olhos ela perguntou como estava o tempo, quando ele disse que tava um toró brabo, ela respondeu: e o boboca do meu marido inda foi pescar. Depois dessa bordoada rumou para Almino Afonso, sentou num bar, quando chegou um encrenqueiro lá do Alto do Rodrigues, com um cipó de Angicos nas mãos, perguntou a seu Antonio Martins se ali tinha brabo, porque já tinha matado quatro em Apodi dois em Areia Branca e três em Arês. Seu Augusto Severo chegado de Baía Formosa e sentado num tronco de Baraúna, respondeu apontando pra seu Nazinho: aquele ali é de Barcelona e é brabo de dar cuidado. Se vais a Bento Fernandes, Deus te dê Boa Saúde pra pescar Bodó e que o Bom Jesus te proteja, deixa seu Cazuza em paz, gritou seu Zé de Brejinho que chegou de Caiçara do Norte passando por Caiçara do Rio dos Ventos. O aventureiro tinha vindo de Caicó jogar no Campo Redondo contra Canguaretama, depois de descansar o esqueleto naquelas Caraúbas, vizinho a Carnaúba dos Dantas no meio dos Carnaubais, se aproximou da mesa de seu Cazuza, pegou o copo dele e tomou de uma golada só e perguntou. Achou ruim? No que o homem respondeu: Vim de Ceará Mirim depois de me esborrachar no despenhadeiro de Cerro Corá e de apanhar de Coronel Ezequiel com a chibata de Coronel João Pessoa, na Cruzeta da porteira daqueles Currais Novos, Aí Dr. Severiano me disse que aquele menino não era meu filho, era de Eloi de Souza, daí eu perdi o Encanto pela vida. Queria ir ver a linha do Equador, lá do alto das nuvens e rogava ao Espírito Santo um Extremoz de paz pra Felipe Guerra, quando sento aqui pra me suicidar, vem esse abestado lá dos cafundó de Fernando Pedroza pra dentro e toma meu copo de veneno. De Florânia seu Francisco Dantas, pediu as flores e o paletó de tábua dele. Havia uma multidão ao redor do caixão, daí entra um bêbado cantando parabéns. Quando alguém falou que era velório e não aniversário, ele respondeu: Bem que eu estranhei o tamanho do bolo! Daí perguntou de que tinha morrido e quando alguém falou que aquele homem morreu que nem um passarinho, ele respondeu : Bom então ou foi de uma pedrada de baladeira, ou empapado com milho alpiste. Já em Frutuoso Gomes, seu Nazinho pensou: Já que aquele abestado bateu a caçuleta no meu lugar, me sinto assim meio coisado. Vou comprar dois Galinhos garnizé pra levar à Goianinha e comemorar com o Governador Dix Sept Rosado. Homem rude de Grossos modos, depois do almoço, mandou seu Nazinho levar a bezerra Guamaré pra seu Ielmo Marinho, tarefa que ele fez a cavalo. Sol abrasador, quase em Ipanguaçu exclamou! Ipueira! Itajá chovendo. Itaú céu escuro! Esporou o cavalo pra se livrar do toró e em Jaçanã no rumo de Jandaíra, depois de Janduís, parou no terreiro de seu Januário Cicco que perguntou porque não tinha se molhado e ele sapecou de pronto: A chuva quase me pega em Japi. Mas como o cavalo correu muito molhou só a garupa dele. Pois bem, na volta, me traga flores de Jardim de Angicos, de Jardim de Piranhas e de Jardim do Seridó, que eu quero presentear essa moça linda que é a minha filha. Deixe ela montar o seu cavalo e dar uma volta. Assim que ela montou, o cavalo soltou um sonoro pum e ela corada, sem saber o que dizer, falou: Desculpe seu Nazinho. E ele: Se aperrei não, eu pensei até que tinha sido o cavalo! Aproveitou pra tirar uma madorna no alpendre e sonhou: João, Câmara de vereadores te espera, manda a carta por seu Nazinho disse a João Dias, José da Penha lá em Jucurutu, depois de escorregar de Jundiá, e descer a ladeira de cata cavaco até enfiar as fuças na Lagoa Nova. Confundindo com a Lagoa Salgada, desembestou pra Lagoa D’anta, destampando o dedão duma topada na Lagoa de Pedras e só de pirraça, construiu um abrigo de idosos no meio da Lagoa de Velhos. Pulou numas Lages, se estatelando em baixo onde deixou as Lages Pintadas com o nome da amada, Lucrécia que botou chifre nele com seu Luis Gomes debaixo duma Macaíba. Macau ficou sabendo através de Major Sales, que falou pra Marcelino Vieira e este pra Martins que espalhou o fato. Em Maxaranguape, Messias Targino falou que esse assunto entre as Montanhas de Monte Alegre e Monte das Gameleiras, é com que as mães balançam nenem pra dormir. A notícia se “espaiou” até em Mossoró E pra se vingar, na noite de Natal ele noivou com Nísia Floresta, e pagou até uma promessa, fincando uma Nova Cruz em Olho Dágua dos Borges, depois de colocar na noiva, que ora o chamava de Ná, ora o chamava de Zinho uma reluzente aliança em Ouro Branco. Paraná, não faz isso, Paraú que estás fazendo. Parazinho! Se em Parelhas comigo, o povo ver! Vindo de Parnamirim, Aqui Passa e Fica muita gente! De Passagem, alguém pode ver e dar ruim Patu. Um Pau dos Ferros que parece mais uma Pedra Grande e ainda por cima uma Pedra Preta! Se seu Pedro Avelino vir isso, ele manda seu Pedro Velho acertar as Pendências com tu. Aí os Pilões podem abrir um Poço Branco em tua cabeça. Ver se te Portalegre mas baixa o facho senão vais pra cadeia em Porto do Mangue. Foi quando ele viu chegar o Presidente Juscelino com a Pureza dos políticos e prometer a Rafael Fernandes, eleger Rafael Godeiro, Prefeito de Riacho da Cruz e construir uma ponte em Riacho de Santana. Daí quando a batalha do Riachuelo virou um Rio do Fogo transformou em carvão Rodolfo Fernandes e Ruy Barbosa. Se pôs a rezar, clamando a Santa Cruz, Santa Maria, Santana do Matos e a Santana do Seridó. Que nos proteja Santo Antonio, ajuda São Bento do Norte, São Bento do Trairi, São Fernando, São Francisco do Oeste, São Gonçalo do Amarante, São João do Sabugi, São José de Mipibú, São José de Campestre, São José do Seridó e São Miguel do Gostoso, que tá desgostoso pra dedéu viu meu São Paulo do Potengi. Pediu a São Pedro pra mandar São Rafael trazer um gorozinho e quando tomou deu um grito: Isso sim é que é um São Tomé! Rogou a São Vicente pra trazer de volta o Senador Georgino Avelino pra ver se dar um jeito nessa bagaça, que tá ruim que nem presta. Por penitência subiu de joelhos a Serra Negra do Norte, Serra de São Bento, subiu piando a Serrinha dos Pintos e se destabacou ladeira abaixo, até o pé da Serrinha, a tempo de ver Severiano Melo comprar um Sítio Novo, onde preparou um Tabuleiro Grande com muito Taipu, para criação de Tangará. Viu Tenente Ananias se unir a Tenente Laurentino Cruz em Tibau do Sul para ajudar Tibau a sediar em Timbauba dos Batistas uma pegada de Touros. A pegada dos bichos foi um Triunfo Potiguar no meio do Umarizal. Mesmo morrendo de medo, derrubou um bitelão. Um vaqueiro se aproximou da sela e sentindo um odor bem desagradável perguntou: Parece que o senhor fez um serviço na sela? E tu acha que quem tá atrás de pegar um bicho desses tem tempo de descer pra defecar? Por fim, depois de 9 meses, já em Upanema, vi sentada no meio duma Várzea, a noiva gritando! Óia só! Venha Ver o que ocê fez, se for menina vai se chamar Vera Cruz, viu! Óia no que deu tua Viçosa bolinação. Se aperrei não, nós casa. Vou fazer teu buquê com as rosas lá de Vila Flor! Aí, seu Nazinho acordou.

Uma Esperança Chamada Joaquim Barbosa

Por Moacir Farias

Para quem está desesperançado com as ações dos atuais políticos, com quase todos eles envolvidos de uma forma ou de outra, em falcatruas, maracutaias, roubalheiras, enganações, corrupção, falta de vergonha na cara e todos os outros adjetivos que envergonham quem prima pela moral e a honestidade, ou seja, para os cidadãos e a cidadãs de bem deste País, pode surgir um alento, um vislumbre de esperança para as próximas eleições, que atende pelo nome de Joaquim Barbosa. Recém filiado ao PSB, me parece que apenas como mera formalidade, já que não há outra forma de concorrer a um pleito, esse cidadão, já comprovou notadamente a sua posição, quando da atuação como Juiz e ministro do supremo. Homem de firmes decisões, calcado nos mais contundentes argumentos jurídicos,  profundo conhecedor das leis  de origem humilde, trabalhou até de faxineiro, estudou em escolas públicas, ralou muito até chegar aonde chegou. Portanto, esse senhor é conhecedor do sofrimento do Brasileiro pobre e na sua trajetória, apesar de todos os obstáculos pelos quais passou, o Brasil assistiu a uma comprovação da sua conduta ilibada ao defender a ética e a honestidade, condenando e mandando pra cadeia várias figuras carimbadas nas hostes escuras dos podres poderes Nacionais. Via de regra, todo Brasileiro hoje, sonha com alguém que possa moralizar esse País com um choque de realidade, colocando a justiça acima de tudo e de todos. Faz-se necessário refletir e ver que, pra não ter mais do mesmo, vale a pena dar um voto de confiança a esse Brasileiro que ainda carrega com ele uma semente de honradez que poderá ser de novo semeada nesse País, tão necessitado dessa virtude. Pensemos nisso.

Um Jogo de Cartas Marcadas

Não passou o Habeas Corpus de Lula, da mesma forma que não passou a desconfiança do Brasileiros, com relação às apodrecidas instituições. Sente-se à distância, o fétido odor do jogo de cartas marcadas, apenas para darem uma satisfação a uma sociedade cética, insatisfeita e desconfiada com toda razão, de que tudo continuará como dantes no Quartel de Abrantes, ou seja, o Brasil não arredará um milímetro no rumo de um vislumbre de esperança de que as coisas se ajeitarão. Veremos Lula ir visitar alguma cela em algum lugar nos próximos dias, assim como também assistiremos  a sua soltura tão ligeira  quanto um coice de porco. Via de regra, ainda veremos antes disso, os seus advogados impetrarem mais recursos, como um afogado que se agarra a um talo de capim na vã esperança de se salvar. O Brasileiro, na sua grande maioria, já se antecipa aos acontecimentos, dado o círculo vicioso no qual trilha o circo mambembe das nossas instituições no qual, os palhaços somos nós que permanecemos de fora, apenas observando o desenrolar da cortina de fumaça que esconde os propósitos individuais daquela camarilha de solapadores da Pátria. Muito em breve, veremos o congresso através da Assembléia dos deputados, discutindo emendas à constituição, para que os favoreça sobremaneira muito além do foro privilegiado, dando-lhes um fôlego muito longo pra continuarem à sorrelfa, se locupletando na calada da noite e  como resultado, ainda presenciaremos muitas e muitas malas de dinheiro nas avenidas e nos apartamentos, numa dança de flagrantes se sobrepondo uns aos outros, com o de hoje fazendo esquecer o de ontem, enquanto nossas famílias continuam chorando seus mortos pelos corredores dos hospitais, pelo asfalto vítimas dos assaltos e da violência sem controle, nesse estado puro de guerra em que nos encontramos. Pobre Brasil, Pobre de nós, pobre dos nossos filhos e netos.

A Intervenção Federal no Rio de Janeiro.

Diariamente nossas TVs são bombardeadas com novos fatos relacionados à violência, o crime organizado, arrastões, mortes, etc… O governo Federal vendo que as facções criminosas estão ganhando a guerra a largos passos, resolve tentar um último espasmo, um último respiro, visando tomar as rédeas desse cavalo desembestado que se transformou o nosso Brasil, quando o assunto é segurança. Na realidade, algo já deveria ter sido feito a muito tempo. Quando olhamos a nossa trajetória recente, observamos o crescimento exponencial e o agravamento desse horror social, que tem causado tantos transtornos as famílias, cujos entes queridos são ceifados cotidianamente, deixando rios de lágrimas em pais, mães, esposas e filhos. Todavia, nada foi feito. Os olhos gananciosos dos mandatários do País, só visavam malas e malas de dinheiro e pra isso, ano após ano, se locupletavam entre si numa bizarra concorrência homicida, onde cada mala de dinheiro surrupiada dos cofres públicos, têm o seu peso medido em sangue derramado pelas ruas, sem contar que grande parte dos destinatários de tais recursos, se deparam com a morte pelos corredores dos hospitais, por falta de atendimento. Portanto, essa crueldade cometida contra a sociedade, precisa urgentemente de atitude e ação que traga um alento a um País tão depauperado pelos desmandos e irresponsabilidade de quem deveria cuidar do bem estar da população.

Agora, estão tentando remendar calça velha com pano novo. Uma intervenção no Rio de Janeiro, terá um significado simbólico pra todo o País, haja vista, que o Rio, é de longe o exportador de tendências para o resto do País, seja no campo de eventos, de carnaval, de moda, ou de violência. O que nos deixa de orelha em pé, é que com essa iniciativa, é possível que espirre bandido pra todos os rincões do Brasil, incluindo aqui o nosso sofrido Nordeste, que aliás, já está cheio deles. Com isso, espero que eu não esteja certo, veremos sobremaneira nossa violência crescer ainda mais, salvo se o amargo remédio de lá também for usado cá. Consumatum est.

O Brasil Que Queremos

Opiniões divergentes saltitam incessantemente nas redes sociais, a respeito do pedido veiculado pela rede globo de televisão, quanto ao envio de um vídeo de 15 segundos onde alguém expressa o desejo de um Brasil ideal, ao tempo que mostra algum ponto que identifica a Cidade de onde fala. O cerne da questão em foco, é o Brasil que queremos, portanto, a forma de expressar nossas opiniões, seja na TV ou no Facebook, no Twitter ou Instagram, são válidas sobremaneira. Vemos as redes sociais diariamente bombardeadas com protestos das mais variadas conotações e dar para ter ideia do que realmente necessita a nossa sofrida população, face à enganação a que é submetida eleição pós eleição, com promessas de melhoras que nunca foram cumpridas. Cada candidato desfila seu repertório de mentiras durante as campanhas eleitorais, apenas no intuito de se arrumar, como diria o famoso Justo Veríssimo, personagem impagável do grande Chico Anísio. Respeitando todas as opiniões, eu não vejo nenhum tipo de manipulação da Rede Globo nessa questão, por mais que pareça o contrário. Na verdade, quando eles pedem um local que chame a atenção para aquela Cidade, não está implícito que obrigatoriamente seja um lugar bonito. Tem muita gente enviando vídeo de lixões, estradas esburacadas e por aí vai. Portanto, o que devemos focar de fato, é o que vamos fazer com o nosso voto nas próximas eleições. Se quisermos tirar a quadrilha inteira do poder, isso é perfeitamente possível, através do voto. Jamais teremos algo diferente fazendo o mesmo que já fizemos. Vamos colocar gente nova, embora correndo o risco de trocar seis por meia dúzia, vale a pena tentar mudar. Ademais, já não temos mais nada a perder, se já perdemos tudo o que poderia nos dar um resquício de qualidade de vida. Não temos mais segurança, educação passa longe de nossas crianças e saúde que é bom, bau bau. É só lembrar disso na hora de ficar de frente da maquininha do trim lim lim.

Causos e Cidades do RN

Moacir Farias agora faz parte do Diário do Potengi

Foi com imensa satisfação que recebi e aceitei o convite de meu amigo João Paulo, para fazer parte do Diário do Potengi, esse veículo de comunicação que cada vez mais se integra à mídia como mais um canal de notícias variadas, trazendo ao nosso dia a dia um calhamaço de informações, no intuito de informar para formar opinião em nossa sociedade. Espero corresponder às expectativas de poder servir nesse contexto, de forma imparcial ampla e irrestrita. A minha forma de mostrar conteúdo será variada, abordando assuntos relevantes, tanto atuais quanto históricos, reflexivos ou humorísticos.