Aliados de Cunha tentam atrasar votação de recurso na CCJ

Aliados do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tentaram nesta segunda-feira (4) postergar mais uma vez a apresentação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do parecer sobre o recurso do peemedebista contra a tramitação do seu processo no Conselho de Ética. A intenção dos deputados era ganhar tempo para que Cunha decida se renunciará à presidência da Casa ou não.
No entanto, a primeira etapa da manobra para ganhar tempo, que consistia em atrasar a entrega do relatório, acabou bloqueada por uma ameaça do presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-PR). O peemedebista disse que indicaria um novo relator para o recurso caso Ronaldo Fonseca (Pros-DF), não apresentasse seu parecer até a manhã desta terça-feira (5).
Fonseca, que publicamente defendeu Cunha em dezembro passado e também faz parte da bancada evangélica, tinha até a última sexta-feira para apresentar o relatório. No entanto, ele, sob o argumento que o tema é complexo, pediu uma prorrogação. Serraglio, então, concedeu até hoje. Mas o deputado brasiliense e seus assessores não garantiam a entrega até às 10h de amanhã, quando se encerraria o prazo para que o parecer seja analisado na reunião de quarta-feira (6).
Pelo regimento interno, um parecer precisa ser apresentado com pelo menos 24 horas de antecedência para ser analisado numa comissão. Se Fonseca entregasse depois das 10h, não haveria tempo para entrar em votação. A reunião da CCJ está marcada para o mesmo horário na quarta-feira. Com a proximidade do recesso parlamentar, aliados de Cunha tentariam levar o caso no colegiado até agosto.
Terra

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